domingo, 13 de dezembro de 2015

(não) quero ser grande

Acho que só venho aqui quando estou meio triste, angustiada ou sei lá. Me sinto cansada de pequenas coisas, sinto falta de várias e várias outras. Falta de alguns amigos, falta de não ter problemas e de não precisar resolver e combinar mil coisas um tanto quanto triviais com o meu marido e gastar grande parte do nosso tempo juntos falando sobre essas coisas. Sinto falta das intermináveis conversas na varanda durante as noites de verão e de, de repente, só perceber que o tempo passou porque o sol apareceu. 

Estou num momento particularmente bom, não tenho muito do quê reclamar. Arrumei um estágio no qual estou amando trabalhar e me sinto muito sortuda por uma série de coisas que o envolve: tipo, é relativamente perto de casa, a remuneração é acima da média dos outros estágios para os quais me inscrevi e, principalmente, o ambiente de trabalho é maravilhoso. Acho que nunca conseguiria me adequar a um ambiente onde as pessoas são escrotas e tudo é a partir de uma hierarquia idiota e desrespeitosa que busca constantemente diminuir o outro.

Mas sei lá, ainda assim estou cheia de preocupações e desgastes mentais. A minha desorganização financeira me incomoda e me irrita o fato de saber que as coisas desandaram quando fui pra Alemanha porque até então eu sabia pra onde ia cada centavo. Eu era tão disciplinada e então me encontro num caos e submersa em dívidas onde a única coisa que me salva todo mês é um pouco de um presente generoso que ganhei há uns anos atrás e que resolvi investir. Bem, esse dinheiro está acabando e não tenho ideia de como farei pra pagar o IPTU.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

sobre depressão, adoção e construção da família

De repente me sinto angustiada e como se chorar fosse a única forma possível de expurgar essa nuvem que se alojou em meu peito. Momentos como esse sempre me impressionam em como um incomodo na mente pode se tornar bem real e presente. Isso me lembra de um episódio há uns 7 ou 8 anos atrás - não muito antes tive um dos períodos mais longos e extenuantes de depressão que já enfrentei - quando minha madrinha comentou, rindo, que minha avó havia me imitado escovando os dentes e que parecia que eu o fazia com um martelo. A comédia cessou quando expliquei que, de fato, a escova de dentes pesava 1t naquela ocasião.

Sempre senti que sair da vigilância familiar seria a solução dos meus problemas mais intrínsecos. E foi mesmo [claro, aliado à terapia de 2h 2x por semana durante um ou dois anos ou mais, não sei]. Na minha primeira internação, eu soube, eu tive certeza de que precisava sair daquele ambiente controlador, opressor, cheio de dor. Falando assim parece que minha família é um polvo maligno à la de Julio Verner... Quer dizer, até tem potencial pra isso quando permitido, mas o curioso é que é de amor, um amor louco, possessivo, sufocante e moralista. O problema é que, morando sob o mesmo teto, mesmo quando a gente tenta não permitir, somos engolidos por essa areia movediça.

Casar e começar minha própria família atenuou muito as coisas, afinal agora meu marido carinhoso e inteligente cuida de mim e garante que eu não leve uma vida "perversa". // Devo confessar que me beneficio muito com isso, então, contanto que não me perturbem a paciência, pensem o que quiser - rs.

Aliás, era sobre isso que vim falar aqui: começar uma família. 

Ontem, pela primeira vez, compartilhei com a minha avó e minha mãe que sonho em adotar uma criança de um país qualquer f•dido da África. Na verdade todo mundo lá sabe que Fabricio e eu pensamos muito em adoção, só não sabiam que era tão específico assim. É claro que não obtive apoio - e nunca nem esperei por isso -, mas meu ponto é adoção e/ou geração de um filho "próprio" e é sobre isso que quero falar agora. 

Primeiro pensamos em nos planejar para ter uma penca [uns 3 ou 4] de filhos biológicos [até então adotar nunca nem tinha passado pela minha cabeça]. Isso deve ser síndrome do filho que, além de ser único [ambos], sempre ficou muito sozinho [eu]. Mas tá, tudo bem, até aí nada de mais além do desejo de me tornar uma "parideira".

Só que então decidimos ter um cachorro e decidimos adotar um*. Acontece que sinto um amor tão grande pela Lola que penso que, se adotar uma criança gerar um amor como esse [o que acredito ser maior, pois desenvolvemos uma relação infinitamente mais complexa com outros seres humanos], já vale a pena. 

E foi assim que a ideia de adoção entrou em nossas vidas. Com o tempo resolvemos gerar um biológico e adotar outros. Acontece que agora me alegra mais a ideia de simplesmente adotar todos e acho [tenho certeza] que o Fabricio ficou bem chateado com isso.

O fato é que eu sempre quis não ser mãe. A coisa começou a mudar quando conheci meu marido e a ideia de construir uma família passou a fazer sentido pra mim. Com o tempo, passou a ser um objetivo que quero muito alcançar. Talvez por isso esteja sendo um pouco difícil entender a decepção dele quando conversamos ontem. Como falei pra ele, biológico ou não, não teríamos filho agora, então podemos decidir isso mais adiante, mas ainda assim ficou evidente sua decepção.

Com o problema de superpopulação no mundo, por que gerar um filho biológico? Eu não sou nenhuma Gisele Bündchen para querer passar meus genes adiante. Tão pouco sou um Stephen Hawking ou um Einstein. Geneticamente falando, não vejo motivos para querer propagar minhas características na Terra. Meu tesão em ser mãe está em educar, em passar meus valores, em participar ativamente do desenvolvimento de uma pessoa e tudo isso pode ser feito com uma criança gerada por outras pessoas. Reconheço que desse jeito pulamos uma fase importante da formação do bebê, não curtimos a gestação, não sinto nada mexer na minha barriga, etc e tal, mas o quanto vale essa experiência diante de uma vida inteira juntos e da consciência de que se está contribuindo positivamente para o mundo?

Também reconheço que temo muito a gravidez em si e que toda essa perspectiva de adoção vai ao encontro disso. Temo porque sei que minha relação com o meu corpo é extremamente complexa, mas, a princípio, estou disposta a passar por isso [eu acho] se for para realizar um sonho do Fabricio ou quem sabe o meu, caso volte a desejar muito isso também. Imagino que deva ser como quando pulei de bungee jump: da um medo do car•lho, você pensa em desistir, mas então toma coragem e se joga.

__________

* não que alguma vez tivesse passado pela nossa cabeça gerar um [rs], mas é que sempre gostamos muito de Bulldog Inglês, então havia a possibilidade de comprar. A batida do martelo foi quando soubemos a quantidade absurda de animais de rua mortos por puro e simples extermínio; quando veio à consciência o grande problema de superpopulação e de recursos que abrigos para animais enfrentam.

sábado, 5 de setembro de 2015

frustração nível master e uma pitata de esperança

Affˆˆ, dia difícil esse. Vontade de dormir e dormir até .... sei lá. Sabe aqueles rolinhos de borracha usados em xilo? Então, que um desses passe em minha cabeça e esmague meu cérebro como aquelas pizzas que, de tão finas, parecem de Sulfite 75g assado.

Sensação de uma sucessão de azar que culminou na assinatura de um contrato que tem absolutamente tudo para me dar muita dor de cabeça. Antes não tivesse feito bosta nenhuma e simplesmente aguardado. 

Ah sim, eu explico: de uns anos pra cá tenho me incomodado muito com a minha desenvoltura em "me virar" com o inglês que sei. Frequentemente me pego com dúvidas ridículas que meu sobrinho de 4 anos poderia sanar aos 6, entretanto minha compreensão auditiva é bem boa e a de leitura ok. Por exemplo, assistir um filme ou série sem legendas é muito tranquilo, mas me expressar direito, assustador. Enfim, decidi estudar de verdade, uma vez que meu aprendizado foi sempre passivo, então agendei um teste de nivelamento no Wizard para ontem, mas muito provavelmente a professora esqueceu disso e não foi, então foi remarcado para hj.

Reconheço que, como meu marido fala [ele é professor de alemão lá], eu sou o pesadelo de qualquer sujeito que tenha que nivelar alguém. Simplesmente porque minhas competências linguísticas estão em níveis completamente diferentes uma da outra e a pessoa não sabe onde encaixar aluno assim, pois cada competência é de um nível completamente diferente da outra.

A primeira prova [de múltipla escolha] foi muito tranquila. Achei que fosse cair no nível 6, estava animada. Acertei cerca de 60% das questões. Então veio a prova de fala. Noooossa. Parecia que estava aprendendo o verbo to be naquele momento. Foi muito estranho. O Wizard tem um método de ensino muito "ping pong" e uma das últimas vezes que tive que falar inglês foi em Praga [há mais de dois anos], quando não consegui por nada no mundo porque minha cabeça era inundada com alemão, alemão, alemão. É, bizarro. Recentemente mesmo, já com um ano de retorno ao Brasil, tive uma experiência muito escrota que consistiu em ter que resolver uma situação cotidiana com um turista que me perguntou se eu falava inglês e eu respondi que sim [é que eu nunca tive problemas em viagens por exemplo - até Praga, mas não depois disso, rs], só que as respostas/perguntas só vinham em alemão oO Tá, tudo bem, o que quero dizer é que esta modalidade foi horrível. Então veio a última prova, a de áudio. 100% de acerto. Daí veio o resultado: nível 2.  É, esse mesmo, depois do 1, sabe? Como assim? Tipo, eu sei que preciso revisar muita coisa [e muito por isso mesmo quis voltar pro cursinho] mas ficar numa sala com alunos do nível dois é a morte pra quem tem uma compreensão, conhecimento de termos e expressões bem mais avançados. Coloquei a questão pra ele e tive um upgrade de 1 nível, sendo que ele mesmo comentou que, se não fossem erros estúpidos, eu estaria no 6 [como havia previsto].

E por que digo que foi uma sucessão de azar? Simples:

1 - Quem ia aplicar o teste não foi

2 - Descobri que o cara que aplicou não tem nem uma semana completa como professor e que aquele havia sido seu primeiro nivelamento. Acho que ele quis fazer tudo muito "by the book" e ignorou uma infinidade de coisas.

3 - Estou passando por uma fase de readaptação ao Anafranil. Estava tudo lindo até algumas semanas atrás, quando tive uma crise de prisão de ventre que me deixou 3 dias de cama. Pra quem não sabe, esse remédio resseca muito [eu bebo água como louca - isso é uma parte boa, rs] e um dos efeitos colaterais é esse. Essa não foi a primeira crise, claro que não, mas 3 dias de cama foram suficientes para saber que não podia estar permanentemente sob esse risco [dessa vez eu perdi uma aula que gostaria muito de ter ido e isso me deixou bem chateada]. Coloquei a questão para o meu médico e ele sugeriu que não tomasse mais todos os dia, mas que intercalasse. Assim fiz e tem sido bem difícil. Logo nos primeiro dias meu marido percebeu a diferença. Ele diz que não sabe apontar especificamente qual é, mas que percebe que algo fica diferente. Segundo ele, tivemos um flashback de uns 3, 4 anos , quando ainda não havia sido medicada.

Já falei mil vezes que esse remédio foi um milestone em minha vida. E foi mesmo. Para o bem e para o mal.

Pois então, tenho a sensação de que estava ansiosa para resolver logo essa questão do curso e me matricular [e começar], então acabei aceitando o que o cara disse e paguei tudo logo. Idiota. Antes tivesse esperado e contestado o nivelamento.

É claro que tudo não seria problema se a empresa não fosse cheia de merda e, por conseguinte, não corresse o risco de criar problemas para o Fabricio lá.

Me sinto péssima por isso, frustrada pra c*ralho mesmo. E o pior é que segunda é feriado e terei que administrar essa ansiedade crescente até terça, quando as coisas voltarão a funcionar. Argh.

...

MAAAAAS, se não fosse por isso, estaria super feliz. Nada de mais. Só descobri que a Papel Craft está precisando de estagiário para a área de criação e pela primeira vez na vida sinto que preencho todos os pré-requisitos. Não só técnicos, mas paixão mesmo pela área, sabe?

Nem sei quantas horas já gastei nas lojas deles encantada com cada caderninho, álbum, bloco, papel de presente e sei lá mais o que.

O pior é a sensação de impotência. Enviar o currículo e aguardar, além de torcer para não cair no spam. Claro que também já contatei todo mundo que achei que pudesse me indicar, mas infelizmente esse "mundo" não é nada grande e ninguém conhecia ninguém.

Eu nunca tinha feito isso, odeio a sensação da possibilidade de estar perturbando alguém, mas pedi mesmo. Só falta a macumba na encruzilhada, mas confesso que tenho mais medo que descrença nessas coisas. Enfim, cruzei até os dedos dos pés!

domingo, 21 de junho de 2015

"antes eu tinha potencial para ser artista. hoje me contento em ser designer."

Então ontem foi o dia pelo qual esperei por meses. Cheguei em casa elétrica, queria escrever, ou melhor, pre.ci.sa.va. Às quatro meu cérebro ainda fazia sinapses como um toddler, mas me forcei a dormir, pois eu realmente tenho um monte de coisas importantes para fazer. Ainda assim, levantei cedo.

É fato que o Kurt teve um papel crucial na minha formação e ontem vivi bem isso, não que fosse uma super novidade à luz do consciente... 22hs e alguma coisa e eu estava lá, sentada no cinema com o coração palpitando como o de uma adolescente tietética.

Sensacional. Produção incrível, audio e vídeo intimamente conectados, animações do carlh*. Foda, hipnótico, indescritível. Mas não, não se trata de uma nova perspectiva até então desconhecida dele, não há nenhuma novidade ou coisa que um fã apaixonado já não soubesse. Aliás, dizem, há até memórias bem fantasiosas - quem nunca? eu mesma tenho várias que por vezes cheguei a acreditar que fossem verdade e que ainda hoje tenho que resistir para não espalhá-las por aí. Tendo a acreditar que se trata de um fenômeno comum àqueles que desejavam experiências bastante diferentes da que tiveram.

O fato é que meus ídolos sempre foram pouco convencionais. Aos 11 ou 12 [talvez até um pouco antes], conheci Christiane* e - nossa -  como queria ser como ela e pirava naquelas fotos do meio do livro. Pouco depois, e não tenho a menor ideia de como**, descobri o Kurt e, diferentemente do que senti pela personagem anterior, nunca quis ser como ele, muito provavelmente porque já era; eu só o queria por perto mesmo.

Vale dizer, embora para mim seja um tanto quanto óbvio, que pouco importa quem de fato era o Kurt, mas sim a construção que fiz dele. Reconheço que naquela época acreditava que somente eu o compreendia de verdade, mas é claro que hoje, adulta, não sou nem um pouco ambiciosa nesse sentido e me é muito claro que, para mim, pouco importava quem ele realmente era, mas o que eu achava que ele fosse. Depois [na verdade há relativamente pouco tempo, já que só então passei a tematizar essas relações] percebi que eu não era a única a ter uma vida merda e sentir que era a única a compreendê-lo, mas que ele era o único que me compreendia em toda angústia e raiva de si e dos outros.

Há uma parte em que a Tracey Maranda fala que ele tinha medo que se sua dor passasse, ele não seria tão criativo, produtivo, etc. e tal. Bem, eu também vivi esse medo e é muito contundente. Senti isso quando estava num processo terapêutico [que realmente, pela primeira vez, estava mesmo fazendo diferença] e me foi receitado Anafranil®, minha "cura" ["controle" talvez seja mais apropriado] e "destruição". Não, eu não desejo nem de longe parar de tomar isso e temo muito, de verdade, que um dia tenha que ficar sem, parar por um tempo ou sei lá... Mas também sei que eu nunca mais vou produzir coisas tão bem e verdadeiras e íntimas e realmente boas tomando esse negócio. Primeiro porque, obviamente, o remédio sozinho não foi responsável pelo sucesso do meu tratamento e depois porque, consequentemente, eu já mudei e já interpretei as coisas de maneiras tão distintas que não há como voltar. Como disse ontem conversando com meu marido: 

antes eu tinha potencial para ser artista, hoje me contento em ser designer.

Não que um seja melhor do que o outro, é só que são absolutamente diferentes em essência. A grosso e estúpido modo, acredito que o artista produza, na maioria dos casos, "de dentro para fora"; e o designer, "de fora pra dentro".

Enfim... Só para concluir esse post que parece ter se perdido no caminho, essa semana estava no psiquiatra/terapeuta*** e tivemos o seguinte diálogo****: 
- seu primo teve aqui esses dias, ele tem vindo direitinho.
- ah, que bom! Com que freqüência ele vem?
- uma vez por mês... Aliás, você tem vindo de quanto em quanto tempo mesmo, hein?
- uma vez por bimestre.
- hmmmm...
Com uma cara que eu nem sei como descrever agora, mas meio que de surpresa. Então eu rapidamente emendei:
- pô, mas também estou com você há um tempão e, quando comecei - e por muito tempo foi assim -, vinha duas vezes por semana.
.
.
.

Sem mais e até logo.

________

* Christiane F., de "Wir Kinder vom Bahnhof Zoo"

** Digo isso porque eu de fato não tenho a menor ideia, uma vez que absolutamente ninguém com quem tivesse contato ouvia muito rock e, quando sim, era sempre newmetal.

*** É, eu finalmente encontrei um profissional maravilhoso que faz muito bem as duas atividades. Podem falar o que for, mas, por experiência própria [aliás, muitas] eu não acredito num tratamento onde o mesmo profissional não exerça as duas funções.

**** Acho que muita gente me via como um "caso perdido" e, quem me conhece desde criança, viu a mudança que houve desde que passei a me consultar com esse médico, então várias dessas pessoas passaram a ir nele, mas frequentemente apenas como psiquiatra. Entre essas pessoas, está meu primo.

sábado, 20 de dezembro de 2014

sétimo dia

Então hoje foi a missa de 7º dia do Tubinha. Foi bonito, bem bonito.

Quem me conhece sabe que acho essa coisa de missa de sétimo dia uma grande besteira sem sentido, eu odiei a do meu avô e até onde sei, a dele foi standart, ou seja, normalmente é como a do meu avô. Isto é, uma igreja aleatória na qual o padre faz uma missa como outra qualquer e só fala uma lista dos nomes dos mortos no final. Grande coisa.

A do Tuba não, foi feita especialmente para ele, no primeiro colégio dele. Só tinha gente que teve alguma relação com ele e nessa perspectiva, foi bonito.

Achei engraçado o fato de eu ter tido tanta vontade de ir à missa [até porque até então achava que seria do tipo standart]... mas, por algum motivo, senti que deveria ir. Eu não fui ao enterro e lamento muito por isso. Senti que precisava me "despedir" dele de alguma forma mas por que deveria ser aos moldes de Deus? E eu lá ligo pra "I"sso? Pois bem, o peso da moral comum pesou sobre mim e essa era a melhor forma de fazê-lo. Não que eu não quisesse ou que tenha ido obrigada, não! Foi justamente o sentimento de que essa era a melhor forma que chamou minha atenção. Gostei de ter ido, apesar de ter experienciado uma situação social estranha com alguns conhecidos. Foi a segunda vez que chorei por sua morte.

A primeira foi no cinema, no dia seguinte ao enterro. Logo nos primeiros 40 minutos de filme ou um pouco mais, tive uma sequência de choro forte, forte mesmo. Depois agora na missa. 

Não sei - já comentei sobre isso com o meu marido e meu psiq.-,  essa notícia mexeu comigo de um jeito que me surpreendeu. Isso porque nunca fui muito próxima do Tuba, apesar de sempre gostar quando estava por perto, mas a verdade é que nunca fomos amigos [tenho pra mim que por pura falta de oportunidade], mas eu gostava da presença dele, de como ele sempre foi um fofo e super carinhoso. Ainda assim não o conheci bem e nem com tanta frequência ele estava nas mesmas "baladas" que eu, além disso, há anos não o via. Então por que sofrer tanto? Eu fiquei triste de verdade. Por três dias isso influenciou absurdamente o meu dia. Hoje de novo.

Mas sabe, não importa. Importa mesmo é que tenho certeza que ele vai fazer falta no mundo. O jeito, o carinho, a atenção dele para com os amigos... dá pra sentir, ele faz falta.