sábado, 28 de abril de 2012

we need to talk about kevin

Sabe aqueles livros que a gente tem muita vontade de ler mas que sempre são deixados para depois? Então, "Precisamos falar sobre o Kevin" é um desses desde a primeira vez que ouvi falar sobre ele, ou seja, há anos atrás. Há tanto tempo que acho que ainda estava no colegial.

Ontem, finalmente, consegui assistir ao filme. Eu queria ver apenas por curiosidade, pois tinha uma vaga lembrança do que se tratava, e não dava nada por ele. Felizmente o longa foi uma agradável surpresa. As pessoas frequentemente estranham quando digo que não tenho lá muito gosto pela sétima arte, mas certamente há filmes e filmes, e este é um daqueles que ficam na cabeça de quem assiste, porque é lindo. Preste atenção no silêncio, na câmera, na fotografia, na construção dos personagens, etc.

Acabou que hoje mesmo comprei o livro na Cultura e estou ansiosa para que chegue, rs.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

dia 01

Início de um final de semana prolongado. 1ºdia de blog.
O que uma coisa tem a ver com a outra? Absolutamente nada, só não fazia idéia de como começar.
Criar um blog pessoal era um desejo crescente há alguns meses, mas sempre rolava preguiça e outras prioridades acabavam por me incentivar a deixar isso de lado. Entretanto, as atuais contingências da minha vida e da vida dos outros me motivam a começar, rs. E a gota d´água foi mesmo esses dias: aprovação unânime às cotas raciais no STF.
Não, simplesmente não acredito que meu marido e eu sejamos as únicas pessoas que acham isso ridículo por inúmeros motivos que, inclusive, anulam o sentido da questão, raios! Que nervoso me deu na última quarta ao assistir ao "Saia" (Saia Justa, no GNT). Decepcionante.
Ei, tá tudo errado! Parece que as pessoas insistem em não atentar para o problema real, que é o fato de que todos devem ter chances iguais de ingressar uma graduação e que tais condições são dadas através de um ensino básico de qualidade a todos. Não adianta colocar um sujeito que sequer sabe o fundamental numa etapa que, como o nome mesmo já diz, é superior.
Isso tudo, é claro, sem citar o absurdo que é essa proposta ser colocada de acordo com a raça ao invés da condição sócio-econômica do canditato, o que, para mim, deveria dispensar comentários, mas que, como ficou provado por unanimidade, é invisível aos nossos caros (em amplo sentido da palavra) ministros.