Estou de saco cheio de logar, iniciar uma nova postagem, escrever meia linha, fechar tudo e ir fazer outra coisa. Fiz várias tentativas de temas e assuntos, mas a verdade é que estou sem vontade alguma de desenvolver muito alguma coisa a semana inteira e tudo sobre o qual me animo em falar merece uma certa dedicação minha, o que, como já disse, não estou lá muito disposta a fazer.
Vamos lá, temas da semana! Uhuu, rs:
Meu marido recebeu o link para um post da Josélia Aguiar em seu blog na Folha.com (clique no título do "parágrafo" para acessar) sobre o encerramento do livrodehumanas.org, que concentrava uma quantidade importante de títulos muito utilizados nas universidades de todo o mundo.
Há alguns meses esse tipo de notícia tem sido bastante comentado aqui em casa porque o Fabricio (o marido), como filósofo que é, sente-se órfão do finado library.nu, que compartilhava da mesma proposta do tal livrodehumanas.org, mas numa escala absurdamente maior. De fato, parece muito claro pra ele de que não teria sido possível desenvolver o mestrado que fez sem esta importante ferramenta de compartilhamento de conhecimento. Sim, porque o que mais me irrita nisso tudo é o simples fato de que todo esse movimento anti-download gratuito e blablablá acaba por burocratizar a divulgação do conhecimento, afinal, convenhamos, livros de filosofia, lógica, aritmética e tantos outros não costumam disputar entre os mais vendidos - e mesmo se assim fosse, há inúmeros depoimentos de autores de best sellers, como Paulo Coelho, por exemplo, que reconhecem um aumento significativo na venda de suas obras quando as mesmas foram disponibilizadas gratuitamente na rede. De qualquer forma, a realidade é que muitos desses livros disponibilizados tanto pelo site administrado por estudantes da USP, quanto uns gigantes como o library.nu, oferecem acesso a livros muitas vezes fora de produção, que assim estão por não serem lucrativos às editoras que, por fim, movem ações judiciais alegando - no caso do site brasileiro - se tratar de "uma das maiores ações de pirataria já ocorridas no país". Tudo bem que, verdade seja dita, o livrodehumanas.org não abrigava somente livros com esse perfil, mas daí tirar a coisa toda do ar é um pouco demais, uma vez que não há nada que comprove um declínio na venda das versões impressas paralelo à disponibilidade de tais obras na rede.
Além disso, e agora sim ao encontro da minha campanha de vida (!)*, vamos combinar que o desleixo das editoras para com seus produtos - ainda mais esses de "conteúdo universitário"- merece sim uma falência gloriosa se considerarmos o valor que tentam arrancar do consumidores por uma obra porcamente produzida.
*quando digo "minha campanha de vida", é exatamente isso que quero dizer. Bem, para quem não me conhece, minha opção por estudar Design Gráfico se deu muito a partir do contato que passei a ter com esses livros mais "acadêmicos", por assim dizer, depois que conheci a criatura com a qual construo a minha vida.... É verdade, gente, há edições mais vergonhosas que as obras completas de Freud publicadas pela Imago (!) - esse, na verdade, é outro caso, pois são as obras completas do cara, né? Mas podemos discutir isso depois. Logo, a convivência com o Fabricio e, consequentemente, seus livros espalhados pelo ambiante, me motivaram a levantar uma bandeira para a salvação de publicações acadêmicas. Inclusive, e isso é sério, um dos meus maiores objetivos é atingir uma estabilidade financeira que me permita desenvolver projetos de graça para essas editoras universitárias cujos livros são muitas vezes menos lucrativos que prejudiciais.
2. Cristo na cruz é puro sadismo!
Hoje foi meu segundo domingo no cursinho de noivos, que, dessa vez, ocorreu no centro social da igreja na qual estou matriculada. Embora tenha estudado em colégio de freiras e talz, a convivência com imagens religiosas nunca foi lá muito frequente, pois, primeiro que minha passagem por aquela instituição foi relativamente rápida e depois que minha família materna (com a qual tenho mais contato) sempre foi mais da macumba (carinhosamente falando). Logo, uma coisa foi e voltou várias vezes à mente nas quatro horas que me dediquei ao tal cursinho (sem querer ser minimamente desrespeitosa com a coisa toda, mas é apenas uma forma de narrar a história): como o Bispo conseguia falar tranquilamente diante daquela cena de horror representada em Cristo crucificado? Era uma "escultura" grande, que atingia a região do rosto quando sentado, e todo mundo lá, tranquilo, ouvindo atentamente os ensinamentos de Deus diante daquilo.
Por vários momentos experimentei substituir a imagem por vítimas de estupro após o ato propriamente dito, cenas de uma sessão sado-masoquista e coisas assim, bem diferentes, mas violentas... Ah, sei lá, só queria mesmo comentar o estranhamento diante daquilo tudo... É bem verdade que, para os católicos, a imagem representa valores para além da violência, mas esta associação não me abandonou nem um só minuto, rs.
Até teria mais algumas coisinhas para comentar, mas vou organizar umas coisas pra amanhã e aproveitar o fim do domingo para curtir o maridão, rs.
Boa semana para todos.


