domingo, 27 de maio de 2012

Mix da Semana: o fim das "bibliotecas virtuais" e o sofrimento de cristo na cruz

Estou de saco cheio de logar, iniciar uma nova postagem, escrever meia linha, fechar tudo e ir fazer outra coisa. Fiz várias tentativas de temas e assuntos, mas a verdade é que estou sem vontade alguma de desenvolver muito alguma coisa a semana inteira e tudo sobre o qual me animo em falar merece uma certa dedicação minha, o que, como já disse, não estou lá muito disposta a fazer.

Vamos lá, temas da semana! Uhuu, rs:



Meu marido recebeu o link para um post da Josélia Aguiar em seu blog na Folha.com (clique no título do "parágrafo" para acessar) sobre o encerramento do livrodehumanas.org, que concentrava uma quantidade importante de títulos muito utilizados nas universidades de todo o mundo. 
Há alguns meses esse tipo de notícia tem sido bastante comentado aqui em casa porque o Fabricio (o marido), como filósofo que é, sente-se órfão do finado library.nu, que compartilhava da mesma proposta do tal livrodehumanas.org, mas numa escala absurdamente maior. De fato, parece muito claro pra ele de que não teria sido possível desenvolver o mestrado que fez sem esta importante ferramenta de compartilhamento de conhecimento. Sim, porque o que mais me irrita nisso tudo é o simples fato de que todo esse movimento anti-download gratuito e blablablá acaba por burocratizar a divulgação do conhecimento, afinal, convenhamos, livros de filosofia, lógica, aritmética e tantos outros não costumam disputar entre os mais vendidos - e mesmo se assim fosse, há inúmeros depoimentos de autores de best sellers, como Paulo Coelho, por exemplo, que reconhecem um aumento significativo na venda de suas obras quando as mesmas foram disponibilizadas gratuitamente na rede. De qualquer forma, a realidade é que muitos desses livros disponibilizados tanto pelo site administrado por estudantes da USP, quanto uns gigantes como o library.nu, oferecem acesso a livros muitas vezes fora de produção, que assim estão por não serem lucrativos às editoras que, por fim, movem ações judiciais alegando - no caso do site brasileiro - se tratar de "uma das maiores ações de pirataria já ocorridas no país". Tudo bem que, verdade seja dita, o livrodehumanas.org não abrigava somente livros com esse perfil, mas daí tirar a coisa toda do ar é um pouco demais, uma vez que não há nada que comprove um declínio na venda das versões impressas paralelo à disponibilidade de tais obras na rede.
Além disso, e agora sim ao encontro da minha campanha de vida (!)*, vamos combinar que o desleixo das editoras para com seus produtos - ainda mais esses de "conteúdo universitário"- merece sim uma falência gloriosa se considerarmos o valor que tentam arrancar do consumidores por uma obra porcamente produzida.

*quando digo "minha campanha de vida", é exatamente isso que quero dizer. Bem, para quem não me conhece, minha opção por estudar Design Gráfico se deu muito a partir do contato que passei a ter com esses livros mais "acadêmicos", por assim dizer, depois que conheci a criatura com a qual construo a minha vida.... É verdade, gente, há edições mais vergonhosas que as obras completas de Freud publicadas pela Imago (!) - esse, na verdade, é outro caso, pois são as obras completas do cara, né? Mas podemos discutir isso depois. Logo, a convivência com o Fabricio e, consequentemente, seus livros espalhados pelo ambiante, me motivaram a levantar uma bandeira para a salvação de publicações acadêmicas. Inclusive, e isso é sério, um dos meus maiores objetivos é atingir uma estabilidade financeira que me permita desenvolver projetos de graça para essas editoras universitárias cujos livros são muitas vezes menos lucrativos que prejudiciais.



2. Cristo na cruz é puro sadismo!

Hoje foi meu segundo domingo no cursinho de noivos, que, dessa vez, ocorreu no centro social da igreja na qual estou matriculada. Embora tenha estudado em colégio de freiras e talz, a convivência com imagens religiosas nunca foi lá muito frequente, pois, primeiro que minha passagem por aquela instituição foi relativamente rápida e depois que minha família materna (com a qual tenho mais contato) sempre foi mais da macumba (carinhosamente falando). Logo, uma coisa foi e voltou várias vezes à mente nas quatro horas que me dediquei ao tal cursinho (sem querer ser minimamente desrespeitosa com a coisa toda, mas é apenas uma forma de narrar a história): como o Bispo conseguia falar tranquilamente diante daquela cena de horror representada em Cristo crucificado? Era uma "escultura" grande, que atingia a região do rosto quando sentado, e todo mundo lá, tranquilo, ouvindo atentamente os ensinamentos de Deus diante daquilo.
Por vários momentos experimentei substituir a imagem por vítimas de estupro após o ato propriamente dito, cenas de uma sessão sado-masoquista e coisas assim, bem diferentes, mas violentas... Ah, sei lá, só queria mesmo comentar o estranhamento diante daquilo tudo... É bem verdade que, para os católicos, a imagem representa valores para além da violência, mas esta associação não me abandonou nem um só minuto, rs.


Até teria mais algumas coisinhas para comentar, mas vou organizar umas coisas pra amanhã e aproveitar o fim do domingo para curtir o maridão, rs.

Boa semana para todos.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

2 em 1


 
(agenda) 
workshop dia 26 de maio 
(2012) com Maurício Planel
na Clark Art Center, das
13hs às 19:30hs. Botafogo.





Eba! Vai ter mais oficina de colagem, e dessa vez eu posso ir! Acabei de enviar um e-mail para inscrição, tem dias que a gente - pelo menos eu, rs - não quer falar com ninguém, né?

(casamento) Hoje é um desses dias e, para piorar, marquei um monte de coisas. Teoricamente, isto é, se eu não cancelar, vou ver meu vestido de noiva, algo que está me deixando um pouco tensa, pois tudo que vejo parece pasta americana. Uó! Eu quero algo mais simples, por mim pode ser até de brechó, mas não encontro nada "romantiquinho" que não pareça uma camisola... Quer dizer, até já encontrei, mas todos Emannuelle Junqueira, ou seja, mais - muito mais - caro do que estou disposta e posso pagar.

Desde que comecei a preparar meu "grande dia", tenho a sensação de que exploram muito o fato de muitas mulheres sonharem com isso e pegam pesado no orçamento. Minha dica: fuja de fornecedores que trabalham exclusivamente com casamento. Embora ainda tenha bastante coisa para acertar, meu noivo e eu já percebemos que o pessoal que só faz casamento normalmente oferece um produto superfaturado. Outro dia um cara quis R$ 2.500,00 para tocar entre três e cinco músicas na igreja - o.O! Como assim?!

Sim, a gente vai se casar na igreja. Aff^^, como a minha avó diz, "a língua é o chicote do rabo" e até agora isso - casar na igreja - me deixa um tanto descofortável, mas já está tudo fechado. De verdade, toda vez que lembro o local tenho vontade de desistir, esquecer a grana paga e correr atrás de um lugar que ofereça a possibilidade de uma cerimônia não religiosa, como a gente sempre pensou. Mas não tivemos muitas alternativas por conta do tempo. Por exemplo, se não nos casássemos esse ano, só em 2014 e aí a minha mãe não quis, né? rs. Tadinha, no início ela estava mais ansiosa que os noivos... agora não, já entramos nessa perspectiva de casar com toda pompa, e todos os preparativos são parte da construção de um sonho muuuuito recente, mas ainda assim um sonho.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Oficina de Colagem X Compromissos Sociais






Para quem se interessar:
oficina de colagem em Botafogo no próximo sábado, 12 de maio (2012)






A.M.O colagem! Essa é uma das técnicas que mais uso, inclusive para compor desenhos.
Aliás,quase todo  mundo se surpreende quando digo que detesto desenhar, mas é verdade. Nunca tive saco para isso e chego a me contrair de nervoso quando me falam que eu deveria ter um sketchbook. Que horror! No início da graduação, eu sempre ficava apreensiva por isso, ainda mais com todos (absolutamente todos) os professores reforçando a importância de um sketchbook. De verdade, isso nunca funcionou para mim, e com o tempo passei a construir meio que meu própio método criativo (se é que podemos chamar assim), o qual se baseia em que? Em colagem. Eu realmente AMO isso.

1*Por isso fiquei tão chateada quando vi que esse workshop vai ser dia 12, pois tenho um compromisso bem nesse dia. Droga! Minha mãe e meu "step" vão conhecer os pais do Fabricio (meu marido e noivo,rs) depois de mais de três anos de relacionamento, e ambos os lados estão bem ansiosos para esse encontro, que já foi desmarcado uma vez, em janeiro. Imagina se eu chego e falo que quero remarcar?! Estrangulamento na certa, rs.

Dizem que um relacionamento está sério quando resolvemos apresentar o outro aos nossos pais, mas acho que sério mesmo é quando as famílias se conhecem. Isso nunca aconteceu comigo e, francamente, acho que estou mais nervosa que todo mundo! Será que não tá bom assim?
Minha apreensão nem é pela minha mãe 2* e "step" ou pelos pais dele, mas receio que nossas famílias (avós, tios, tias, periquitos e papaguaios) acabem formando uma única e enorme família, afinal essa característica tipicamente italiana é bem presente do meu lado. De fato, isso é mesmo positivo em vários aspectos, mas igualmente tenebroso em muitos outros, pois geralmente contribui, e muito, para o desgaste da relação a dois. Digo isso não só por uma "semi experiência pessoal", mas também pelo óbvio, né? Afinal, quanto mais elementos envolvidos, mais difícil a relação no grupo.3*

Mudando completamente de assunto, sei que não se alinha justificado em web4*, mas simplesmente não consigo conviver com aquela bagunça que os demais alinhamentos promovem. Olhe só quanta beleza e paz de espírito um texto justificado promove...rs.


---notas---
1*não necessariamente haveria um parágrafo agora, mas estive pensando que talvez fosse melhor dividir o post sempre que for abordar um outro assunto. Imagino que isso facilite a procura de alguém por algum comentário específico selecionado pelos mecanismos de busca, já que é comum, pelo menos comigo, entrar num link desses por interesse em um fragmento específico e de repente se ver diante de uma massa de texto super.mega.densa. Sempre desanima,rs.

2*que é também é avessa a isso, embora bem menos que eu. (isso=comentário da frase)

3*esta afirmação é especialmente válida para famílias latinas, onde o limite entre o público e o privado está sempre imerso em brumas. Logo: todo mundo se acha no direito de se meter na vida dos outros após o primeiro "oi",rs.

4*um doce para quem conseguir me explicar de forma convincente essa ordem suprema da internet! 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

oficinas de criação "de grátis" no rio

Olá! Uma colega de curso acabou de me enviar um informe do SENAI sobre a Semana da Criação, que vai rolar de terça à sábado da próxima semana lá na unidade do maracanã e que vai oferecer diversas oficinas. |clique na imagem para acessar a programação|os telefones disponíveis são 40020231 e 0800 0231 231|
Fiz minha inscrição imediatamente após conferir a programação. Tem muitas oficinas interessantes, mas fiz apenas para as de Serigrafia Experimental e Encadernação porque sempre fui louca para aprender ambas as coisas e até agora não tive oportunidade... Quer dizer, na verdade na verdade, não sei nem se poderei fazer isso do ponto de vista médico, afinal não tenho nem um mês de operada, né?!
Aliás, acho que tenho abusado um pouquinho com relação ao meu pós-operatório e vou tentar agendar o médico para o mais breve possível e ver se tudo está mesmo correndo conforme o previsto, já que sofro com a culpa pela desconfiança de não estar me comportando como uma boa operada,rs.
Por exemplo, embora tenha feito tudo pelo bairro, me locomovi de ônibus. Tudo bem que fiquei o tempo todo atenta para não levantar os braços e talz, mas sei lá né, vai que só o esforço dessas atividades já sejam prejudiciais... Se bem que estou desde o primeiro dia perturbando minha massagista com isso, porque desde sempre acho que estou fazendo alguma coisa errada, rs.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

(postagem sem título)

Sou frequentemente questionada sobre meus piercings. Não que tenha muitos, na verdade são poucos até, mas tenho a impressão de que mais de um na região da face é demais para as pessoas em geral, rs. Ontem foi no mercado do condomínio, que, por ser justamente onde é, frequento praticamente todos os dias, o que me possibilita manter uma relação amigável com várias pessoas que trabalham lá, afinal estas fazem parte do meu cotidiano.
O fato é que ontem, uma dessas pessoas que ajudam o cliente a ensacar as compras comentou comigo que a filha gostaria de colocar um, o que me lembrou da minha época de adolescente e, sinceramente, ainda não entendo muito bem o motivo que leva este tipo de desejo ser tão refletido assim, pois, ao contrário da tatuagem, o piercing é facilmente removido e não deixa marcas aparentes quando retirado. Além disso, ter um piercing implica na responsabilidade, mesmo que pouca, de um cuidado consigo. Pense na seguinte perspectiva: a pessoa fura e depois tem que cuidar para ter uma boa cicatrização, por exemplo.
Obviamente, este e outros adornos são incorporados como símbolos da vaidade do sujeito, por mais esquisito que isso possa parecer para muitos e  mais "idiotamente" óbvio o mesmo seja para tantos outros.
Tenho pra mim que, no meu caso, a proibição do uso desse tipo de adereço validava-se no prazer que minha mãe tinha ao perceber que, para determinadas coisas, ela ainda "mandava em mim"- não pelo fato de eu precisar da autorização dos responsáveis para furar, mas porque ela me inspecionava com frequência, o que me impedia de tirar e colocar a jóia com a mesma regularidade por conta de problemas como infecção da área e coisas do tipo.
Será possível que este seja o centro da questão, só que de uma forma mais branda? Talvez autorizar ou não o filho a se encher de penduricalhos vire uma questão seriamente discutida nas famílias porque é uma hora em que os pais sentem que ainda têm algum "poder" sobre a prole.


Esse post me lembrou de dois livros, embora nenhum seja exatamente sobre isso.

O corpo como suporte da arte, da Beatriz Ferreira Pires. Ed. Senac.
Muito legal! Ela começa traçando a interpretação, representação e signficado do corpo através da história e aborda as diversas relações que envolvem elementos de intervensão corporal (piercing, tatuagem, implante e escarificação, para ser mais precisa).

A edição do corpo, da Nízia Villaça. Ed.Estação das Letras
Trabalha mais a relação corpo X sociedade.Também é muito interessante, mas lembro que tive que insistir na leitura porque o primeiro (ou os primeiros) capítulo foi um pouco chato, como se a coisa não andasse muito. Mas vale muito a pena! Ela colocou várias questões que nem imaginava existir ou sobre as quais nunca havia pensado de uma determinada maneira.


Até breve =)