sábado, 5 de setembro de 2015

frustração nível master e uma pitata de esperança

Affˆˆ, dia difícil esse. Vontade de dormir e dormir até .... sei lá. Sabe aqueles rolinhos de borracha usados em xilo? Então, que um desses passe em minha cabeça e esmague meu cérebro como aquelas pizzas que, de tão finas, parecem de Sulfite 75g assado.

Sensação de uma sucessão de azar que culminou na assinatura de um contrato que tem absolutamente tudo para me dar muita dor de cabeça. Antes não tivesse feito bosta nenhuma e simplesmente aguardado. 

Ah sim, eu explico: de uns anos pra cá tenho me incomodado muito com a minha desenvoltura em "me virar" com o inglês que sei. Frequentemente me pego com dúvidas ridículas que meu sobrinho de 4 anos poderia sanar aos 6, entretanto minha compreensão auditiva é bem boa e a de leitura ok. Por exemplo, assistir um filme ou série sem legendas é muito tranquilo, mas me expressar direito, assustador. Enfim, decidi estudar de verdade, uma vez que meu aprendizado foi sempre passivo, então agendei um teste de nivelamento no Wizard para ontem, mas muito provavelmente a professora esqueceu disso e não foi, então foi remarcado para hj.

Reconheço que, como meu marido fala [ele é professor de alemão lá], eu sou o pesadelo de qualquer sujeito que tenha que nivelar alguém. Simplesmente porque minhas competências linguísticas estão em níveis completamente diferentes uma da outra e a pessoa não sabe onde encaixar aluno assim, pois cada competência é de um nível completamente diferente da outra.

A primeira prova [de múltipla escolha] foi muito tranquila. Achei que fosse cair no nível 6, estava animada. Acertei cerca de 60% das questões. Então veio a prova de fala. Noooossa. Parecia que estava aprendendo o verbo to be naquele momento. Foi muito estranho. O Wizard tem um método de ensino muito "ping pong" e uma das últimas vezes que tive que falar inglês foi em Praga [há mais de dois anos], quando não consegui por nada no mundo porque minha cabeça era inundada com alemão, alemão, alemão. É, bizarro. Recentemente mesmo, já com um ano de retorno ao Brasil, tive uma experiência muito escrota que consistiu em ter que resolver uma situação cotidiana com um turista que me perguntou se eu falava inglês e eu respondi que sim [é que eu nunca tive problemas em viagens por exemplo - até Praga, mas não depois disso, rs], só que as respostas/perguntas só vinham em alemão oO Tá, tudo bem, o que quero dizer é que esta modalidade foi horrível. Então veio a última prova, a de áudio. 100% de acerto. Daí veio o resultado: nível 2.  É, esse mesmo, depois do 1, sabe? Como assim? Tipo, eu sei que preciso revisar muita coisa [e muito por isso mesmo quis voltar pro cursinho] mas ficar numa sala com alunos do nível dois é a morte pra quem tem uma compreensão, conhecimento de termos e expressões bem mais avançados. Coloquei a questão pra ele e tive um upgrade de 1 nível, sendo que ele mesmo comentou que, se não fossem erros estúpidos, eu estaria no 6 [como havia previsto].

E por que digo que foi uma sucessão de azar? Simples:

1 - Quem ia aplicar o teste não foi

2 - Descobri que o cara que aplicou não tem nem uma semana completa como professor e que aquele havia sido seu primeiro nivelamento. Acho que ele quis fazer tudo muito "by the book" e ignorou uma infinidade de coisas.

3 - Estou passando por uma fase de readaptação ao Anafranil. Estava tudo lindo até algumas semanas atrás, quando tive uma crise de prisão de ventre que me deixou 3 dias de cama. Pra quem não sabe, esse remédio resseca muito [eu bebo água como louca - isso é uma parte boa, rs] e um dos efeitos colaterais é esse. Essa não foi a primeira crise, claro que não, mas 3 dias de cama foram suficientes para saber que não podia estar permanentemente sob esse risco [dessa vez eu perdi uma aula que gostaria muito de ter ido e isso me deixou bem chateada]. Coloquei a questão para o meu médico e ele sugeriu que não tomasse mais todos os dia, mas que intercalasse. Assim fiz e tem sido bem difícil. Logo nos primeiro dias meu marido percebeu a diferença. Ele diz que não sabe apontar especificamente qual é, mas que percebe que algo fica diferente. Segundo ele, tivemos um flashback de uns 3, 4 anos , quando ainda não havia sido medicada.

Já falei mil vezes que esse remédio foi um milestone em minha vida. E foi mesmo. Para o bem e para o mal.

Pois então, tenho a sensação de que estava ansiosa para resolver logo essa questão do curso e me matricular [e começar], então acabei aceitando o que o cara disse e paguei tudo logo. Idiota. Antes tivesse esperado e contestado o nivelamento.

É claro que tudo não seria problema se a empresa não fosse cheia de merda e, por conseguinte, não corresse o risco de criar problemas para o Fabricio lá.

Me sinto péssima por isso, frustrada pra c*ralho mesmo. E o pior é que segunda é feriado e terei que administrar essa ansiedade crescente até terça, quando as coisas voltarão a funcionar. Argh.

...

MAAAAAS, se não fosse por isso, estaria super feliz. Nada de mais. Só descobri que a Papel Craft está precisando de estagiário para a área de criação e pela primeira vez na vida sinto que preencho todos os pré-requisitos. Não só técnicos, mas paixão mesmo pela área, sabe?

Nem sei quantas horas já gastei nas lojas deles encantada com cada caderninho, álbum, bloco, papel de presente e sei lá mais o que.

O pior é a sensação de impotência. Enviar o currículo e aguardar, além de torcer para não cair no spam. Claro que também já contatei todo mundo que achei que pudesse me indicar, mas infelizmente esse "mundo" não é nada grande e ninguém conhecia ninguém.

Eu nunca tinha feito isso, odeio a sensação da possibilidade de estar perturbando alguém, mas pedi mesmo. Só falta a macumba na encruzilhada, mas confesso que tenho mais medo que descrença nessas coisas. Enfim, cruzei até os dedos dos pés!