segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

quando penso que me livrei do capeta....

É, a internet é assim, um lugar público e por isso carece de prudência no que se faz aqui, mas aí acontece alguma coisa que faz a gente prender a respiração e soltar o ar pausadamente pra não ter uma síncope, então na sequência emerge do eu mais profundo, denso e obscuro uma necessidade de falar "@#*& que pariu, canta pra subir!"

Dramática eu? hahahahah

Bom 2013 a todos! - Tá vendo, só de escrever aqui já estou me sentindo melhor, rs.

salve salve anafranil

Eu nem ia postar isso, o título inclusive era outro, mas aí fui escrevendo e escrevendo até que notei que ainda não tinha dito nada do que pretendia, mas outra coisa até mais interessante (rs).

Bom ano para todos!
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Frequentemente imagino comparações da minha vida antes e após este medicamento porque o contraste é realmente grotesco. Não entendo absolutamente nada disso, mas gostaria muito de saber como um simples medicamento pode mudar tanto assim a vida de alguém combatendo pequenos "desvios", e até hoje me emociono ao lembrar o que um comprimidinho de apenas 25mg fez por mim. Digo isso porque ontem fiz uma faxina daquelas aqui em casa em pouquíssimas horas (umas 4, acho) enquanto que há um ou dois anos atrás eu demorava umas doze horas (!) para lavar uma dúzia de folhas para salada oO Como assim?

Até o momento, a única coisaque talvez possa interpretar como negativa é que já não sou mais capaz de virar a noite trabalhando, o que me fazia sentir uma espécie de adrenalina pelo total engajamento para com um determinado projeto que exigisse muita dedicação e compromentimento. Lembro do último trabalho que fiz quando cursava moda, no segundo semestre de 2008. Foi um período bizarro no qual dormia, em média, umas oito horas por semana e nunca tinha ideia da hora ou dia da semana e, por isso, passava dias sem tomar banho porque, na minha cabeça, era tudo um mesmo dia. É complicado explicar, acho que somente alguém que teve crises de TOC é capaz de entender, mas era assim. Por outro lado, hoje ainda me dedico muito aos projetos nos quais me envolvo e sei que sou muito mais eficiente, só que não tenho mais uma sensação de prazer gerado pela tensão de estar contra o tempo. Era uma rotina frenética e comecei a ter alucinações. Foi mesmo uma época bizarra e eu nem tomava qualquer tipo droga (por droga entende-se qualquer substância química capaz de alterar o comportamento). O trabalho devia fazer este papel. Acho que eu nunca vou esquecer da sensação que tive quando deixei minha modelo na fila e fui para o outro lado assistir ao desfile, sem falar, é claro, de quando ela entrou, fez o que tinha que fazer e saiu sem nenhum imprevisto.

Sempre imaginei que fosse uma pessoa exigente, criteriosa e responsável com os compromissos que assumo e fiquei com muito medo quando cemecei a tomar Anafranil (abril de 2011) por temer que a substância pudesse anular meu cuidado com os trabalhos que faço, mas isso não aconteceu, nem parcialmente. E é aí que mora a minha curiosidade com relação a este medicamento, afinal, o que de fato mudou? Por que sem ele eu, em poucos dias, começo a ficar obsessiva com pequenas coisas? Aonde mora a obsessão? Que aspecto do comportamento é esse?

O comportamento humano é algo que me fascina cada dia mais, desde que comecei a estudar sobre Behaviorismo e Terapia Comportamental. Não vejo a hora de retomar meus estudos em psicologia e acho que vai ser muito legal relacionar essas coisas com o design, pelo menos no aspecto social.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

inveja dos russos

Odeio calor. 

Segundo o noticiário da manhã, ontem os cariocas experimentaram uma sensação térmica de 50ºC, algo realmente insuportável. Para piorar, estou sem AC e, aff^^, odeio calor.

O calor me deixa lesada, me frita o cérebro, incapaz de produzir algo útil. Sinto que estou perdendo tempo de vida, que poderia me engajar nos vários projetos que tenho, mas o calor me detona. Sequer consigo pensar, quanto mais agir.

De fato, sou uma garota de sorte. Lamento por aqueles que não tem outra escolha senão encarar um sol como esse num transporte público terrestre, lotado de gente feia e suarenta, com um engarrafamento enorme por conta de obras apressadas para ajeitar isso aqui para a Copa e Olimpíadas. Transporte público com AC eficiente numa cidade como o Rio é questão de saúde pública.

O calor é expansivo, deixa as pessoas desleixadas e nada funciona. O calor contribui para a desordem, para que regras sociais sejam expressamente ignoradas e que nada seja feito direito.

Odeio calor.