sábado, 14 de julho de 2012

vivendo e aprendendo, errando e se ________.

Não há ditado mais implacável do que este que aprendi com uma amiga de colégio quando estava na quinta ou sexta série, sei lá. Tantos anos se passaram e até hoje nunca ouvi nada mais "sábio" sobre a vida do que essa rima boba.
É claro que há erros e erros. Não raras as vezes um aparente erro resulta num acerto, outras vezes, porém, um erro significa apenas um erro e, no pior dos casos, um grande e enorme erro. Não sei quanto a vocês, mas com frequência me relaciono comigo na terceira pessoa e me agrido verbalmente quando faço algo de uma maneira que não deveria, chego a ficar com tanto ódio de mim que a minha vontade é de expodir meus miolos com a força do pensamento. Obviamente, estes são momentos de fúria e, como tais, são relativamente curtos, mas intensos. Depois então bate aquele desejo de degustar algumas gotinhas de Rivotril na esperança de que as coisas resolvam-se por si enquanto durmo e, por fim, a consciência de que é preciso fazer alguma coisa, então a gente pára - pensa - age.
Infelizmente ainda estou no limbo entre os primeiro e segundo estágios da conscientização do "errei", ou seja, incapaz de atitudes pró-ativas. Meus olhos ardem, a cabeça lateja e não quero ver niguém, falar com ninguém porque é inconcebível como alguém (eu) consegue ser tão idiota!

Dos Fatos:
Meu sonho, desde que comecei a pensar nessa coisa de casamento, sempre foi usar um Emanuelle Junqueira, síntese de tudo aquilo que quero para a cerimônia e festa, isto é: simples, romântico e delicado. Pois bem, sabendo que este seria uma fantasia longe da realidade, comecei minha busca em diversas outras lojas, mas demorei umas três ou quatro visitas até encontrar alguma que oferecesse algo que se encaixasse nesse perfil. (pausa para uma idéia de gênio - início do terceiro estágio?)
1h depois: (continuando)
Há uma semana mais ou menos, experimentei um vestido da Marie Lafayette e me apaixonei! É claro que nunca tinha sentido isso antes, mas foi uma sensação de olhar para mim com ele e ter certeza de que aquele era o vestido. Porém, era muito caro. Muito, muito, muito mais caro do que estava disposta a pagar por um vestido de segundo aluguel.
Enfim, no final daquela semana fui para SP procurar meu vestido por lá. Dessa vez estava com a minha mãe. Não achamos nada e ela viu a dificuldade que era encontrar vestidos de noiva que não fossem glacê. Terça-feira passada fui à tão sonhada Emannuelle Junqueira com a minha mãe, experimentei vários vestidos lindos da coleção Off White e gostei de um que a minha mãe se emocionou ao me ver usando aquilo. 
Conclusão: a minha mãe falando que aquele era o vestido perfeito + o sonho de casar de E.J. = compra impulsiva. Dois dias depois encontro-me absolutamente arrependida, chorando dia e noite por ter de me casar com um vistido pelo qual não me apaixonei de verdade e, pior, que foi caro pacas e que ganhei da minha mãe absolutamente radiante por eu "ter encontrado o vestido ideal". Não, de forma alguma estou dizendo que a culpa é da minha mãe. Pelo contrário. Ela me ajuda muito e faz o possível para me ver feliz, acontece que acabei me envolvendo ao ver minha mãe tão emocionada ao imaginar eu casando com ele...

Aff^^. Alguém me joga do precipício?!

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